Vem conhecer Engenharia de Micro e Nanotecnologias

Está a chegar a hora de te candidatares ao ensino superior, mas tens receio de fazer a escolha errada ou não sabes de todo o que esperar? Foi com este pensamento e por me rever nessa situação que achei apropriado dar mais voz aos estudantes porque não há ninguém que te possa contar mais sobre o seu percurso e a sua realidade que eles.

Assim, surgiu a ideia da rubrica “Vem Conhecer” em que ao longo das próximas segundas-feiras irei deixar que estudantes de diversos cursos tomem conta do blogue e deem a conhecer a sua experiência no ensino superior. Sê bem-vindo(a) ao primeiro testemunho!

Olá! Sou a Joana e estou no terceiro ano do Mestrado Integrado em Engenharia de Micro e Nanotecnologias, na FCT NOVA.

Se olharam para o nome do curso e se assustaram não se preocupem é normal. Eu passo a explicar, imaginem o diâmetro de uma bola de ténis e dividam-no pelo do diâmetro da terra. Este é o tamanho de um nanómetro. A nanotecnologia refere-se a tecnologias em que a matéria é manipulada à escala nanométrica para criar novos materiais e processos. Partículas invisíveis que combatem as células cancerígenas, microprocessadores mais rápidos que consomem menos energia, baterias 10 vezes mais duráveis ou painéis solares que rendem o dobro. Estas são apenas algumas das muitas aplicações da nanotecnologia e é exatamente nas bases que permitem a criação destas aplicações que vamos trabalhando ao longo do meu curso.

Estes últimos anos têm sido uma grande aventura, mas, no gera, uma experiência muito positiva. Não sei se é o vosso caso, mas a mim sempre me incutiram que deveríamos escolher um curso que nos desse muita saída profissional e que nos deixasse logo prontos para a vida. Isto gerava-me bastante ansiedade, como é que eu acabadinha de fazer 18 anos ia conseguir fazer uma escolha que definia o resto da minha vida? A verdade é que não é bem assim, primeiro porque se não gostarmos do curso há sempre a possibilidade de mudar. Nada é definitivo e não há nada que não se resolva! Pensava que mudar de curso seria perder um ano ou dois, que me poria em desvantagem relativamente aos restantes, contudo hoje percebo que não é assim. Durante a nossa vida nada é constante, tudo muda, tudo evolui e nós temos de estar preparados para tal sabendo que de todas as experiências é possível retirar alguma lição. Mas voltando ao assunto principal deste texto.

Na altura de escolher um curso superior senti-me completamente perdida, sempre gostei muito de matemática e de física, no entanto, não fazia ideia do que escolher. Havia demasiadas ofertas. Para além disso, tinha muito poucas informações sobre os cursos e eu própria não sabia bem o que queria fazer depois do curso. Fiz uma pré-seleção de cursos que pensei que eventualmente poderia gostar, seguida de horas a fio a ver os planos curriculares dos mesmos.

Depois de muita ponderação acabei por escolher um curso muito abrangente e com bastantes cadeiras opcionais para poder ir construindo o meu próprio currículo. Para mim, foi a melhor escolha que poderia ter feito. Este curso dá-me a oportunidade de contactar com uma vasta área de tópicos que de outra forma não seria possível. Dá-me bases para poder fazer investigação, mas também me permite candidatar a empresas de consultoria das mais diversas áreas e isso é das coisas que mais gosto no curso.

Existe também o outro lado da moeda. Com cadeiras de tantas áreas diferentes é quase certo que não vamos gostar de alguma ou na qual teremos mais dificuldade. Mas isso é completamente normal e com a ajuda dos teus colegas de curso tudo se faz! Acima de tudo ensinou-me algo muito valioso, ensinou-me que o curso não se faz sozinho. Haverão pessoas que são melhores na área da eletrónica e outras que preferem a biologia. Haverá também um grande espírito de camaradagem que se vai ganhando ao longo do tempo juntamente com amizades que vais fazendo com pessoas que partilham dos mesmos gostos e interesses que tu. Pelo menos na FCT eu sei que é isso que acontece! Todos estamos cá para ajudar a tornar esta experiência o mais enriquecedora possível.

O meu conselho é que sigam o que acham que vos faz feliz, porque se formos felizes até o mais duro dos caminhos faremos com um sorriso na cara e com a motivação de sabermos que é isto que queremos para o futuro. Por último, quero acrescentar que o único pré-requisito necessário para se ser um bom engenheiro é ter a vontade de passar a vida a aprender, consciente de que nunca saberemos tudo.

Acima de tudo, é necessário ter uma muita iniciativa e alguma capacidade de improviso. O resto vem com o tempo…

Nota: O curso a partir do ano letivo 2021/22 vai passar a ser só licenciatura.

Publicado por Tânia

Licenciada em Sociologia e estudante de mestrado em Jornalismo. Apaixonada por tudo o que implique o mundo e livros.

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