É hora de ler: verdadeiros clássicos

Quem gosta de ler já teve, pelo menos, uma vez a conversa sobre quais os melhores clássicos da escrita e talvez se tenha apercebido que houve muitos que outros consideram como tal que nunca teve a oportunidade de ler.

Para mim, clássicos nem sempre é uma ideia tão linear como pensamos porque apesar de que quando se fala na palavra talvez nos surjam determinados livros em comum, também existe uma grande probabilidade de surgirem nomes que nem sequer conheçamos ou consideremos dentro dessa designação.

Apesar de realmente acreditar nesta ideia, inspirada por uma conversa com amigas decide partilhar convosco os principais livros “clássicos” que mais gostei até hoje!

Drácula

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Drácula, o sinistro conde da Transilvânia, só pode ser morto por uma estaca espetada em pleno coração. Até que alguém consiga fazê-lo, porém, continuará a alimentar-se do sangue de inocentes, e estes, tornados mortos-vivos, passarão também a sofrer da insaciável sede de sangue.

Mas como se conseguirá preparar uma armadilha a um monstro com vastos poderes e com a sabedoria dos séculos?

Os meus pais costumam dizer que não sabem a onde eu fui buscar o gosto pela leitura, mas se há algo de que tenho memória é que a minha passagem para livros mais maduros ao crescer foi marcada pelos livros existentes cá em casa que contam para além da enorme coleção da autora Danielle Steel, por parte da minha mãe, com este livro, um dos poucos que alguma vez vi o meu pai a ler e a guardar com tanto cuidado.

Esta história é talvez das histórias mais marcantes de que tenho memória por ser dos primeiros livros mais maduros que li e também por toda a temática envolvente.

Romeu e Julieta

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Romeu e Julieta conta a história de dois jovens apaixonados, Romeu Montéquio e Julieta Capuleto. Filhos de famílias rivais, acabam por não conseguir resistir ao ódio que os separa, mas o seu amor perdurará para além da morte.

Antes que alguém se revolte comigo este livro só tem quatro estrelas porque acho que todos nós crescemos rodeados por toda e qualquer adaptação do mesmo fossem filmes, versões para os mais novos ou séries e quando chegou a altura de ler o original foi como se estivesse apenas a relembrar algo que já ouvi milhares de vezes, o que pode ser tanto algo positivo como negativo dependendo da pessoa.

Orgulho e Preconceito

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Era uma vez a virtude e a vaidade…
Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy são como dois lados da mesma moeda. Após um primeiro encontro desastroso e uma série de equívocos, Elizabeth descobrirá que o amor é raras vezes simples, justo ou previsível.

Eu tenho quase a certeza que vi primeiro o filme do que peguei neste livro e, como já me habituei, isso arruína-me um pouco a experiência. Apesar disso, é impensável sequer pensar que este livro não merece todo o reconhecimento que possui porque ter a oportunidade de ler a história pelas palavras da autora e não numa adaptação cinematográfica tem um toque especial!

O Pequeno Príncipe

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Depois de deixar o seu asteroide e embarcar numa viagem pelo espaço, o principezinho chega, finalmente, à Terra. No deserto, o menino de cabelos da cor do ouro conhece um aviador, a quem conta todas as aventuras que viveu e tudo o que viu ao longo da sua jornada. Esta história enternecedora deixa-nos lições valiosas sobre a essência humana.

O primeiro “clássico” de que tenho memória de ler! Acho que qualquer um que tenha lido este livro consegue compreender que não importa se somos crianças ou adultos a história sempre irá marcar-nos e tem ensinar algo para ensinar a qualquer um.

Ensaio sobre a Cegueira

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Um homem fica cego, inexplicavelmente, quando se encontra no seu carro no meio do trânsito. A cegueira alastra como «um rastilho de pólvora». Uma cegueira coletiva.
Romance contundente. Personagens sem nome. Um mundo com as contradições da espécie humana. Não se situa em nenhum tempo específico.

Recomendação para quem tentar ler este livro, pela primeira vez, se achares que não te fascina e que por alguma razão sentes que não é para ti guarda-o e tenta mais tarde. A primeira vez que lhe peguei sentia que era um livro com uma leitura bem complexa e que não se encaixava nos meus gostos, mas percebi mais tarde que provavelmente tentei lê-lo ainda demasiado nova para o saber apreciar.

Cem Anos de Solidão

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“Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o pai o levou a conhecer o gelo.

Com estas palavras começam estes Cem Anos de Solidã. A fabulosa aventura da família Buendía-Iguarán com os seus milagres, fantasias, obsessões, tragédias, incestos, adultérios, rebeldias, descobertas e condenações são a representação ao mesmo tempo do mito e da história, da tragédia e do amor do mundo inteiro.

Mantenho a recomendação acima. Quando a ideia deste post surgiu na conversa em questão um ponto salientado pelas minhas amigas é nunca terem conseguido acabar este livro devido ao seu tamanho e desenvolvimento.

Eu tive uma introdução muito mais tardia a este livro do que ao mencionado anteriormente. Lembro-me que a minha professora de Português do secundário o recomendava bastante e afirmava ser um dos livros favoritos dela e se há algo que eu reconheço em mim é que livros são uma forma de acalmar os meus nervos pelo que no meu último verão do secundário me aventurei com ele e mesmo assim sinto que houve momentos em que era demasiado para acompanhar.

Publicado por Tânia

Licenciada em Sociologia e estudante de mestrado em Jornalismo. Apaixonada por tudo o que implique o mundo e livros.

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