2020 & 2021: Retrospetiva e Objetivos

2020 foi um ano único, tanto pela positiva como a negativa. Todos temos a noção do quanto foi um ano difícil psicologicamente e que exigiu de todos como indivíduos muito mais do que esperávamos. Foi um ano marcado por lutas e por desastres a nível social, acontecimentos esses que nos marcaram a todos de alguma forma e isso é impossível esquecer.

Já como pessoa 2020 teve altos e baixos. Comecei o ano com a celebração dos meus 20 anos, tal como a possibilidade de conhecer sítios que nunca tinha conseguido antes, tal como o Jardim Botânico Tropical e o Oceanário.

Pouco depois de ter realizado o meu sonho de conhecer o Oceanário, pela primeira vez, Portugal começou a sentir os primeiros efeitos do COVID-19 e fomos rapidamente enviados para casa. A realidade é que nos primeiros momentos, pensei “será uma semana sem aulas e depois passaremos a aulas online não pode ser assim tão mal…” Estava completamente enganada. Por mais que me considere uma pessoa introvertida e que não gosta de estar com muita gente, o confinamento em casa teve as suas repercussões a nível psicológico. Lembro-me até, hoje, que na primeira vez que saí de casa sem ser para compras de bens essenciais me ter apercebido que estava a viver entre quatro paredes há mais de três meses. Meses passados entre quarto, escritório e cozinha enquanto estudava e tinha aulas. Na altura enquanto decorria não pensei grande coisa sobre o assunto, mas quando finalmente pude estar com outras pessoas e refletir dei por mim a perceber que eu estava psicologicamente muito mais para baixo do que conseguia perceber.

Em junho, saí de casa pela primeira vez para poder celebrar os anos de uma das minhas amigas mais próximas. Acho que é impossível de descrever o quanto o meu espírito se sentiu vivo comparativamente aos tempos anteriores por poder sair, passear, estar na praia (um dos meus lugares de eleição) e estar frente a frente com pessoas que eu tanto prezo e que não conseguia ver em carne e osso por tempos.

Julho e Agosto passaram num ápice, entre melhorias de nota e um foco total em mim mesma, houve possibilidade de me sentir melhor. Por mais difícil e mau que 2020 tenha sido eu vi nos meus resultados académicos, tal como na possibilidade de voltar com o meu hábito de leitura e o gosto por aprender novas coisas, não só um escape como momentos de felicidade.

Em Outubro, as aulas voltaram e a rotina meio que distorcida também. Desta vez entre faculdade e casa, devo dizer que se há algo que me colocou a cabeça à roda ao longo de todo os últimos meses foi o bem dito do regime misto, não sinto que me tenha conseguido de todo adaptar ou que alguma vez o consiga fazer.

Novembro foi um mês de mágoas, de dor e sofrimento. Todo o meu entusiasmo com projetos se perdeu com a chegada da pior notícia que alguma vez recebi. Após isso, o resto do mês passou sem eu dar por isso e sem me conseguir concentrar. E foi no Natal que eu vi uma forma de me erguer. Apesar de valorizar quem amo, não sou pessoa de dar prendas nesta época, mas este ano foi assim que eu vi uma forma de mostrar o meu carinho. Foi uma altura em que realmente senti que devia valorizar, e apreciar os momentos passados em família, que eu tenho como prioridade, porque quando menos esperamos o destino pode-nos trair.

Assim chegamos a 2021, um ano com muitas interrogações e com o qual sinto que devo aprender a ser realista. Essa foi uma das aprendizagens que eu trouxe de 2020. Não basta querer fazer tudo e ter todos os objetivos do mundo quando nos perdemos a nós próprios e deixamos de valorizar o que merece toda a nossa atenção. Foi, nesse sentido, que eu decidi que os meus objetivos seriam em menor quantidade e mais centrados, porque nunca me será possível conquistar tudo de uma vez.

Pretendo concretamente:

  • Desenvolver a rotina de fazer atividade física 3x por semana.
  • Continuar a minha jornada de desenvolver competências.
  • Poupar 250€.

Sendo que, para além disto, tenho intenções de ligar mais vezes à minha família, poder ver e passar momentos mais regularmente com o meu grupo de amigos, mesmo que por uma simples videochamada, tal como aprender a aproveitar o momento porque como 2020 provou por mais que o processo possa ser stressante é possível acabar com um sorriso no rosto e orgulho no coração.

Publicado por Tânia

Licenciada em Sociologia e estudante de mestrado em Jornalismo. Apaixonada por tudo o que implique o mundo e livros.

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