Italiano 101: rotina de estudo

Quando se trata de aprender uma competência de forma autodidata é necessário compreender que o nosso progresso não é linear e é, sim e muito, influenciado pela motivação que temos, o que pode levar a momentos em que nos sentimos presos e sem vontade.

Isto acontece a todos e não é necessariamente uma coisa má, mas é também necessário perceber que aprender algo vai para além da motivação. A motivação não é constante, tem picos e não podemos deixar que seja ela a reger o nosso processo e é, por isso, que é muito importante criar consistência no que toca a hábitos.

A minha rotina de estudos de italiano tem diversas variações dependendo da época do ano, isto devido ao tempo disponível que tenho durante as férias de verão ser completamente diferente do que tenho durante o ano letivo e ainda mais do que tenho durante a época de exames. O pouco da rotina que decidi partilhar é baseada no meu dia a dia, de momento, durante as férias, sendo por isso uma rotina que vai necessitar de ser adaptada ao meu novo horário a partir do recomeço de aulas.

Durante o período de férias, eu costumo tentar estudar 5 a 6 vezes por semana, deixando o fim de semana e as sessões de estudo costumam ter 1 hora. Costumo realizar estas sessões durante a tarde, sem um horário fixo visto que apesar de estar grande parte do tempo em casa há alturas em que tenho coisas combinadas e sinto que se tivesse uma hora restrita me iria sentir sempre preocupada com horários.

Sendo que mesmo com coisas combinadas, se sentir que talvez não vá conseguir cumprir com o objetivo do dia aproveito as viagens para rever vocabulário através do quizlet ou para fazer aprendizagem passiva através da minha playlist inteiramente dedicada a música italiana.

Existem diferentes tarefas que atribuo aos diferentes dias da minha semana, mas sempre como um guia. Visto que grande parte das vezes acabo por fazer mais coisas do que o estipulado visto que aquela hora se mantiver sempre a mesma tarefa vou acabar aborrecida e a procrastinar, tal como há dias em que sinto que tenho zero motivação para fazer gramática, por exemplo e acabo por trocar com o que estaria teoricamente agendado para outro dia visto que o objetivo é aprender de uma forma consistente e motivada e não sentir que estou ali a obrigar-me por tudo a fazer algo que tenho zero cabeça naquele momento.

A divisão teórica que faço consiste em:

  • Segunda: Revisão do conteúdo da semana anterior + atividade à escolha;
  • Terça: Vocabulário + Leitura;
  • Quarta: Gramática + Vocabulário;
  • Quinta: Pronúncia + Escrita;
  • Sexta: Compreensão oral e/ou aprendizagem passiva.

Começo a minha semana com uma revisão do material que já fui aprendendo, sendo que dependendo da altura do mês faço uma revisão total do vocabulário para ver se não me esqueci de nada ou, apenas do material da semana anterior para consolidar visto que o fim de semana normalmente é completamente livre de estudos. Se a revisão do vocabulário for total mantenho apenas o processo de revisão para segunda, sem qualquer outra atividade. Quando me centro nas ideias mais recentes acabo sempre por adicionar outra tarefa à sessão desse dia.

Eu junto a sessão de leitura com o vocabulário, começando pela leitura e mantendo sempre por perto os meus apontamentos para anotar qualquer novo vocabulário que não tenha ainda conhecimento, e após essa parte, se sentir que existe um tópico geral por trás do que eu apontei costumo pesquisar mais profundamente para conhecer um leque maior de palavras.

No que diz respeito à gramática, que em qualquer língua é das partes mais complicadas eu sigo uma lista para a minha aprendizagem baseada no percurso que foi a aprendizagem gramatical do português como língua materna ao longo do período escolar. Porque sinto que não tem qualquer sentido pôr-me a estudar advérbios quando não consigo ainda dominar as regras por trás dos verbos no presente ou no passado.

Quando falo em aprendizagem passiva trata-se de todas as formas de entreternimento que me ajudam a aprender a língua sejam filmes, séries, músicas ou vlogs, apesar de muitas vezes usar estes meios para estudar de forma ativa através da análise e estudo do vocabulário e construção frásica enquanto vejo, outras uso para uma maior familiarização sem tanta rigídez, mas que me permite ir notando peculiaridades, compreendo a entoação das palavras e ainda expressões usadas regularmente.

E acima de tudo se há algo que me acompanha em todas as minhas sessões é o youtube, tornou-se o meu melhor amigo principalmente no que toca a aprender a pronúncia, algo que apesar de ter uma sessão inteiramente dedicada muitas vezes vai sendo treinar nos outros registos.

Publicado por Tânia

Licenciada em Sociologia e estudante de mestrado em Jornalismo. Apaixonada por tudo o que implique o mundo e livros.

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