Mudança e consciencialização

Não importa quem tu és, de onde vens, que idade tens. Quase todos nós temos acesso a informação relativa a todo o mundo e acima de tudo todos temos noção do que se passa. A culpa do que se passa não é das gerações mais novas, a culpa do que se passa não é da geração milénio, a culpa do que se passa não é das gerações mais velhas. A culpa é de todos, desde a pessoa que passa por ti na rua todos os dias a caminho do trabalho ao presidente de um país. Chega de responsabilizar apenas os outros. Chega de pensar egocentricamente, nós podemos fazer melhor.

Nós temos acesso à tecnologia, temos acesso a comunicações entre todas as pontas do planeta e acima de tudo temos acesso a bons projetos e a pessoas com vontade de fazer melhor, vamos ajudar sim?

Eu não estou na Índia, nem no Paquistão, mas não é por isso que as questões políticas e as guerras de lá não me dizem respeito. Eu não estou em Hong Kong, mas não é por isso que vou fechar os olhos à luta que milhões de pessoas estão a travar, tal como o quanto as forças militares estão a impôr paz em protestos civilizados à força. Sudão? Nem lá perto, mas estou ciente e apoio os civis de lá. Pessoas lutam por uma democracia e mulheres pela igualdade de direitos, como podemos ignorar isso? Todos nós em algum momento lemos na história dos nossos próprios países sobre estes mesmos tópicos. Estados Unidos da América e as leis da imigração, Brasil e América do Sul, no geral, e todo o mal que está a acontecer com a Amazónia.

Não importa como, não importa onde, está na hora de nos unirmos, de nos fazermos ouvir para que as coisas mudem e para que as outras pessoas, em qualquer lado do mundo, saibam que estamos com eles. O meu país é feito de liberdade, de igualdade, de democracia e de aceitação, porque hei eu de aceitar que proibam outros desses mesmos direitos?

Não posso mudar o mundo sozinha, não posso travar todas as batalhas que existem, mas posso ajudar pouco a pouco sendo eu mesma. Demonstrando uma mente aberta, lutando por uma vida melhor no meu próprio país e demonstrando a todo o mundo que não importa a minha geração ou a minha vida, eu estou ciente do que se passa e apoio um mundo melhor com vidas melhores, mais liberdade e maiores oportunidades.

Publicado por Tânia

Licenciada em Sociologia e estudante de mestrado em Jornalismo. Apaixonada por tudo o que implique o mundo e livros.

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